domingo, junho 25, 2006

Niets para sempre


Quando a madrugada entrou, eu olhei o teu olhar.
Estavas ali, deitada e tua boca linda e teus olhos ardentes,
E a angustia da partida, morava já nos teus olhos.
Tive piedade do teu destino que era morrer no meu destino.
Teus olhos me diziam e tua boca me dizia e teu corpo me dizia...
Quis afastar-me por um segundo de ti em vão.
Olho no olho e quase boca na boca.
Quis beijar-te num vago relance, mas não podia...
Mas quando meus lábios tocaram teus lábios,
Madrugada adentro e o tempo nem se quer ousava passar.
Eu compreendi ali, que serias minha.
Poderia demorar anos e tudo parecer dar errado, mas serias minha.
Eu compreendi, que não era preciso fugir e perder aquele instante.
Não há como eu fugir e não há como eu perder.
As estrelas e as flores e o espelho afirmam,
Que tua ausência não será eterna,
Que realmente, teu coração será meu coração.



(Rômulo Piloni).

Um comentário:

Anônimo disse...

É indescutível o sentimento que tive quando li esse poema. Lembro de um momento bom, porém, ao mesmo tempo ruim, mas que dispertou em mim novas visões que tinha do mundo em que vivia, serviu para que eu aprendesse a olhar de outra maneira o meu viver, coisas que não sabia o que eram ou que não tive oportunidades de aprender. São experiências que a vida nos proporciona e que é inevitável fugir delas. O que podemos fazer?