
Espírito perturbado,
Rosto emoldurado,
Barba por fazer,
Unhas mal cortadas...
Nasce a necessidade.
Incessante voz oculta,
Calada a todo custo.
Imperatriz reinante,
Na utópica realidade.
São 100 anos.
Vividos ou não,
Passaram-se.
Ligando ferrovias,
Construindo mosteiros,
Indivíduos formando.
Ternura de um passado,
Numa terra enigmática.
Vejo um catálogo de pessoas,
Sob a terra chã multiformal.
De variadas estirpes...
Pretos e brancos e amarelos.
Não registro a beleza,
E sim a podridão.
O belo só é belo,
Pois existe o feio.
E a podridão nem se comenta.
Glorificar, muitos já fazem,
O passado desbravador.
Mas a realidade,
Pungente e dilaceradora,
Deixa-se ao acaso.
Olho no espelho,
De tristes e nebulosas imagens.
Um rosto perturbado, eu vejo.
Barba por fazer,
Unhas mal cortadas.
Uma verdade virtual,
Contudo, mui real.
As rimas já não me importam mais.
Algo um tanto banal.
Próprio mesmo do ser.
E ainda assim,
Em terras centrais,
De um tempo esperado diferente,
A raiz enaltecida,
No amor e no ódio.
Mas não há como,
De forma contrária,
Deixar de glorificar,
A minha terra amada,
A sempre polis de Ana.
(Rômulo Piloni).
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Projeto by Krammer
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