
Uma provisória carta de amor,
Escrita com tinta pau-brasil,
Impregnada de valores abstratos,
Sobre a nebulosa poeira do pó das asas.
Peliculosa e paciente no futuro.
Refletora e idiota no presente.
Intelectual e artística no passado.
Coexistindo de uma raiz profunda,
Coincidente na origem e no original.
Tentado se tornar o primeiro,
Na ingênua aspiração da pureza.
Acima da tolerância dos tolerantes.
Põe-se a alma a palpitar,
Com imagens febris e serviços urbanos ligeiros.
Mesmo sendo muito, é pouco.
Inocência de Inocência.
Byron e Garret,
Mostram-se transfigurados,
No reflexo da garrafa tinto.
Além das profundas cores e dos milhares de filhos de Gandhi.
Neste lerdo escoar de significados,
Perante o fluxo e refluxo de palavras,
Contrastante com o ser,
Contrastante com estar.
Meias são atributos femininos,
Portanto, morte aos generais.
Estes guindastes vastos, grandes e maduros.
Sem danças venturosas, sem o balançar de redes.
Desgraçada não é a folha da parreira,
Nem, também, o pilar da ponte.
É desgraçado o homem sentimental,
Neste mundo macho-moderno.
(Rômulo Piloni).
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