
Nas reconhecidas memórias,
Sobre o amarelo tapete no banheiro,
Sigo os pensamentos fluidos.
Quase, sempre, sepulcral.
No brinde da lua,
E no belo adeus ao sol.
Naquele plano horizonte,
É de todo cor.
Adiante, a noite se arrasta.
A porta, querem que eu feche.
A meia luz,
Na sombra do cruzeiro, descanso,
Sob brisa olfativa.
No épico coro passam os pássaros.
É no começo da dúvida,
O fim da certeza.
Meu começo acabou no fim,
E o fim nem começou.
De inúmeros diminutivos,
Nos pêndulos de minha vida,
Corro riscos.
É preciso um ponto de apoio,
Na terra vermelha suave,
Somada ao prodigioso pensamento.
Aos poucos descubro o tudo.
E tudo que achava se torna em nada.
A gota pingante inválida,
Na magia de cada dia.
Desperto-me dos sonhos malucos e reconfortantes,
Com o soar da campainha.
(Rômulo Piloni).
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