quarta-feira, novembro 29, 2006

Ingredientes


Improviso um poema qualquer,
Sem o pessimismo noturno que me abala,
Na universalidade de um dia seguido d’outro.
Descarregar sobre ti,
A carne dissecada de momentos sombrios,
Não causariam boas sensações.
É insubstituível,
E continua sendo.
De inúmeras e quantas substituições,
Se realizem de forma metódica.
Na aparência da perfeição,
Os elementos de teóricas garras compulsivas,
Balançam minh’alma furtivamente.
E meus pensamentos de bases alemãs,
Escorregam no gargalo da garrafa,
Equilibrando nervos abalados e coração.
Entre a ressonância elétrica e um caráter de encantos,
Rabisco minha letra.
Já as conquistas fáusticas materialistas,
Ganham progressivo espaço,
Na unidade moderna falsante.
Enquanto a sociedade aparentável,
Semeia entre os jardins de rosas,
O pessimismo particular.
Escondendo-o entre as sombras,
Das mais românticas flores cultivadas.
Este dualismo visceral,
Compõem a cloaca poética,
De um poema não esperado,
De um poeta de improvisos.

(Rômulo Piloni).

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