domingo, fevereiro 25, 2007

Um caminho para o mundo


Não.
Não é agora.
Não posso despedir-me deste corpo patológico.
Ainda não retirei todo o benefício.
Nada de morte!
Algo ligado ao ente descoberto pelo espírito.
Sem liberdade, eu,
Para separar o corpo d’alma.
Mui menos pensável,
A alma do espírito.
Não compreendo uma separação,
Nesta desordem romântica teatral.
As chuvas regularizam-se em outubro,
Até lá, um deserto de esperanças.
Abstendo-se do prazer para sofrer a dor.
Só ela alforria o espírito,
Dos cogumelos que recobrem a vida.
Da vida n’alma livre,
Sendo os ares da cidade livrescos.
Tocados pelo orgulho do pavão,
Grande ave estrangeira.
Enquanto os pensamentos que eu tinha,
Ainda atrás de mim, próprio do eu.
Onde começa a tragédia,
Começa também a loucura.
Uns malucos de amor,
Outros nem tanto.
Neste mundo mosqueado,
A caminho do Nirvana,
Repleto de muiraquitãs.
Não condeno o mundanismo.
Para que condenar?
Um mundo tópico-temporal transubjetivo...
Minhas elucubrações,
Pouco adiantam,
Mesmo que estejam maquiadas de um espírito febril.
Contorcendo-se diante do universo,
Não palpável,
Contudo, monacal e sublime.
Possuo e não nego,
Um atavismo duplo.
Vindo de pai e mãe,
Modernamente o descobriram em forma de escadas,
Contorcido em si próprio.
Mas o espírito...
Ah! O espírito ainda não sei.
Seria puro e cristalino,
De inconsciente índole romântica,
Resplandecente de vida.
Uma busca duradoura,
Mesmo diante de paradoxos,
Aqui nas terras profetizadas,
Uma felicidade nova...
Ainda não conhecida.

(Rômulo Piloni).

2 comentários:

PRISCILLINHA TRI disse...

Meu querido amigo, sinto sua falta, estou com saudades!A vida nao esta fácil...por onde vc anda?!!!PARABENSSSS pelos textos. Cada vez mais profundo, mais maduro, mais vc!TE ADORO MUITOOO e mande noticias...
BEIJAOOO...Pri

PRISCILLINHA TRI disse...

Priscilla Dutra!