sábado, maio 19, 2007

Eu não sabia


Meu estado de espírito,
Já não importa mais.
Não agora,
Neste momento dos dias.
Desde já, proíbo tua fuga,
Entre as vidas brasileiras.
Sem promessas.
Sem acordos.
Vejo, assim,
Utilidades marcadas,
Nas pupilas de meus sonhos.
E resguardo apenas o direito,
De manter em cárcere,
A lembrança tua.
Para que toda vez,
Quando eu desejar,
Eu relembre a minha vida.
E divague...
Lembrança a lembrança,
Dia após dia.
Até que eu me canse,
E a imagem tua,
Faça visitas esporádicas,
Ao eu-único recluso,
Do meu cárcere privado.


(Rômulo Piloni).

2 comentários:

Unknown disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

bom...achei essa mto boa....acho q vc foi mais simples e direto...objetivo...chegou a um lugar...n divago tanto,n q divagar seja errado..mas tem vezes q divagar demais a poesia perde o sentido..perde-se no meio..ela pode sim ter diversos sentimnentos em uma só...fazer rir e chorar ao mesmo tempo..mas tem q c fazer entender..por isso gostei dessa..e tmbm pq t conheço..e acho q foi feita pra alguem...n sei...abraço