quinta-feira, setembro 20, 2007

Desconfortável


Abri a porta do quarto,
Para a esperança poder entrar.
Brinquei com a palavra,
Fiz poesia.
Ri em sua presença.
E na falta da esperança,
Nova esperança encontrei.
E digo-me a mim,
Na ansiedade prematura,
De uma vulnerável alma febril,
O quanto desesperançoso já fui.
Se ela tem mais esperança,
Muito mais que eu,
Então posso chorar a alegria,
E me entregar ao inconsciente choro.
No tempo influente freudiano,
Desconstruíram minhas ilusões.
E agora minha atitude psíquica,
Corrompe-se de esperança.
Até que a porta bata,
De saída para fora,
Na imensidão do mundo.

(Rômulo Piloni).

Um comentário:

Anônimo disse...

Um dia a esperança inundou...