
Entre os dedos,
Cheio de anéis ou não.
Cabe a lua,
Cabe o sol.
E cabem os demais planetas.
Cabe também, a praia e a montanha.
Mas nas palmas das mãos,
Cabe o mundo todo.
E tu bem sabes o quão grande ele é (!)
Num par de mãos,
Cabe o que se quiser.
Até o que se está pensando agora.
É como a magia.
Cabe o amor e o sofrimento.
Cabe também, a melancolia.
Cabe a música e a poesia.
E se estou certo,
São as mãos que fazem poesias.
Um par de mãos,
Dá a vida.
Troca as fraldas.
Ensina e alimenta e protege.
Um par de mãos também reza e trabalha.
E no fim,
O mesmo par de mãos,
Palmas,
E inúmeros dedos...
Sepultam o silêncio.
Mas enquanto dá vida,
Um par de mãos,
Afaga as borboletas.
(Rômulo Piloni).
4 comentários:
Já ouviu falar sobre as borboletas amarelas?
Leia 'Cem Anos de Solidão' (Gabriel Garcia Marquez).
Vai, entender...
Não é difícil fazer poesia. Você mostra que não é. Só não é fácil achar um leão para matar mais amiúde.
Palavras soltam de nada significam!! O dificil é fazer com que elas transmitam uma idéia e nos pensar e refletir! Parabéns por conseguir fazer isto tão bem!!!
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