domingo, dezembro 30, 2007

Claquete número um



Agora,
Negligentemente,
Meu tom de voz,
Numa oitava mais alto.
Enquanto a mente insiste tagarelar.
Não quero balneários terapêuticos,
Ou chás de ervas curativas.
De que careceria?
Descrevo aqui minhas entranhas,
Pois tenho coragem de ter melancolia.
Deixei, de certo modo,
O mundo entrar!
Já que o planeta gira no espaço deslocando ele próprio.
Talvez, meu mundo.
Mesmo que eu seja uma criança,
Me debatendo em um corpo de adulto.
Quando eu crescer,
E ficar mais grande,
Autocontido, como azeite no pote,
Quero ser como pássaro livre,
Que flerta o suicídio.
Acenando para mim mesmo.
Sendo como uma árvore,
Também seria feliz.


(Rômulo Piloni).

quarta-feira, dezembro 19, 2007

Revolução Urgente


Antes do meu juízo final,
Vou me pendurar nas barbas de Deus,
E saltar para uma vida diferente.
Antes que ele próprio,
Decida se barbear.

(Rômulo Piloni).

segunda-feira, dezembro 17, 2007

Pouco importa


Sinto as mãos trêmulas
E essa paixão infante
Daquelas que são platônicas
E não se deixam ir adiante

Anos eram vinte
Meses eram doze
Sempre à espera da etapa seguinte
Ou da próxima dose

O jogo de lágrimas
Tantas coisas e um só ser
Escritas tantas páginas
Jogadas sem saber... O porquê...

Eu, filho e funâmbulo
Da vida
Faço e não faço escândalo
Querida
Ai sim
Flores
Pra mim?
Quais cores?
Jasmim?
Os amores
Tem fim?

E tudo acontecia
Era só virar a página
É tarde
Cansado de ler

Sim, mas tens que virar a página
E o prólogo?
Leia
Psicólogo?
Talvez...
Morrer?
Sim, uma só vez
Viver?
Também
Ainda bem
Sim
Tudo tem seu fim
Começo também
Claro!
Ou escuro?
O quê?
O nada...
Claro
E depois?
Pouco importa

(Adriano Donin Neto).