domingo, janeiro 27, 2008

Minhas putas


As putas equilibram o mundo,
Com seus pesos hipotéticos.
Na calada da noite,
Costuram alegrias gozosas.
Enquanto o tempo sofre tropeços,
Nas patas dos cavalos.
E a memória,
Já não tem mais espaço,
No itinerário do regresso.
Este mundo magnífico,
De putas, orgias e instintos,
Nunca o consultei.
O caleidoscópio,
Comprime as rugas,
Das franjas do tempo.
E tu mesma sabes,
Que o amor,
Ah! O amor,
É apenas verdade,


Transitória.


(Rômulo Piloni.)

6 comentários:

Unknown disse...

pq 'Minhas putas' se disse nunk ter consultado este mundo?

sabe q naun sei te decifrar!rsrs

bjos, Pli!

Pedro Guimarães disse...

Muito bons textos. Boa poesia, bom senso de lirismo, ácido quando deve ser.

(Achei seu blog por acaso, navegando pelo orkut, escrevi mas não mandei, li seu texto, entrei no seu blog e voilà. Agora só falta dar uma passada lá no http://olhandosatelites.blogspot.com)


P.A.

tarciso disse...

Nesse caleidoscópio visionário cabe até um comentário de um cristão - talvez aqui na contramão, - mas, como dizia o Mestre aos fariseus: "as prostitutas vos precederão no reino dos céus..."

Anônimo disse...

Parabéns, tuas poesias são lindas... Têm alguma coisa que flutua, nelas.. =)
Fiquei sabendo que vai publicar um livro? Dê-nos notícias quando acontecer!

Anônimo disse...

Minhas putas (tristes)

Em saber que a tristeza das putas
é deixar se glorificar com esperanças amorosas,
num corpo fútil e rude de um homem
que não pensa, nao sente, apenas transpira...
E que num amanhecer nublado
respira a falta de alguém...

... disse...

Isso é bonito hem...
Mais: é Belo!

Cristiano Siqueira