Aquele poema que escrevi,
De frente às ondas da praia,
Que sempre veem me visitar,
Deixei sob a mesa.
Tendo acima, o vaso de flores,
Vazio delas mesmas.
Talvez porque meu inconsciente tenha
[optado,
Talvez porque uma breve brisa marítima,
Tenha importunado teu sossego íntimo.
E se por ventura,
Esta mesma brisa,
Banhasse de esperança,
Meu rosto furtivamente,
E com ela,
Carregasse todo o amor da minha vida,
Para um Reino bem longe.
E este amor transcrito em versos,
Tocasse,
Como a brisa silente de Ipanema,
Teu rosto,
Teu perfeito rosto.
Assim, inesperadamente.
E se deste modo explodisse,
Auto-contido em si mesmo.
Até o dia em que nossos olhares se
[tocassem,
E neste breve momento,
De misterioso encantamento,
Gestado de forma ansiosa,
Por angustiantes noites passadas,
Se perca em uma causa favorável.
Pois o mundo pode não interpretar,
A favor do coração,
Se tudo é tão contrário a si próprio,
O mesmo,
Este mesmo amor.
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