Aquele poema que escrevi,
De frente às ondas da praia,
Que sempre veem me visitar,
Deixei sob a mesa.
Tendo acima, o vaso de flores,
Vazio delas mesmas.
Talvez porque meu inconsciente tenha
[optado,
Talvez porque uma breve brisa marítima,
Tenha importunado teu sossego íntimo.
E se por ventura,
Esta mesma brisa,
Banhasse de esperança,
Meu rosto furtivamente,
E com ela,
Carregasse todo o amor da minha vida,
Para um Reino bem longe.
E este amor transcrito em versos,
Tocasse,
Como a brisa silente de Ipanema,
Teu rosto,
Teu perfeito rosto.
Assim, inesperadamente.
E se deste modo explodisse,
Auto-contido em si mesmo.
Até o dia em que nossos olhares se
[tocassem,
E neste breve momento,
De misterioso encantamento,
Gestado de forma ansiosa,
Por angustiantes noites passadas,
Se perca em uma causa favorável.
Pois o mundo pode não interpretar,
A favor do coração,
Se tudo é tão contrário a si próprio,
O mesmo,
Este mesmo amor.
terça-feira, outubro 26, 2010
sexta-feira, outubro 22, 2010
Ironia
O que vejo em teus olhos,
Ofereço nesta canção,
De amor, de um grande amor,
À maneira do meu coração.
E que eu seja o último,
O maluco idiota,
Que observa tua janela,
Da fronte de meus desejos.
Até quando terei que olhar?
Teus segredos de tão longe?
O meu sonho sibilante,
Em nossos breves olhares,
Afirmando que as rosas,
Já completaram teu jardim,
Secreto e obscuro.
E não te quero apenas,
Porque ainda te quero.
O meu tempo se arrasta,
Nas dores noturnas diárias,
Que consumirão as luzes,
De todo o fevereiro,
No Rio de Janeiro,
Que me fez conhecer-te,
De modo alucinado.
E naquela hora marcada,
Preciso falar de amor,
De um grande amor,
Colhido em momento encantado,
À maneira do meu coração.
E o medo, aquele medo,
Arrasta penosamente,
Minhas dores cardíacas,
Na quarta bulha constante,
Do meu amor, meu grande amor,
Colhido no momento encantado,
À maneira do meu coração.
E que eu seja o último,
O maluco idiota,
Que observa tua janela,
Da fronte de meus desejos.
Na ironia discreta,
Balançando um perfume,
De cheiro inconfundível.
E confirme na hora certa,
Que não te quero apenas,
Porque ainda te quero.
(Rômulo Piloni).
Ofereço nesta canção,
De amor, de um grande amor,
À maneira do meu coração.
E que eu seja o último,
O maluco idiota,
Que observa tua janela,
Da fronte de meus desejos.
Até quando terei que olhar?
Teus segredos de tão longe?
O meu sonho sibilante,
Em nossos breves olhares,
Afirmando que as rosas,
Já completaram teu jardim,
Secreto e obscuro.
E não te quero apenas,
Porque ainda te quero.
O meu tempo se arrasta,
Nas dores noturnas diárias,
Que consumirão as luzes,
De todo o fevereiro,
No Rio de Janeiro,
Que me fez conhecer-te,
De modo alucinado.
E naquela hora marcada,
Preciso falar de amor,
De um grande amor,
Colhido em momento encantado,
À maneira do meu coração.
E o medo, aquele medo,
Arrasta penosamente,
Minhas dores cardíacas,
Na quarta bulha constante,
Do meu amor, meu grande amor,
Colhido no momento encantado,
À maneira do meu coração.
E que eu seja o último,
O maluco idiota,
Que observa tua janela,
Da fronte de meus desejos.
Na ironia discreta,
Balançando um perfume,
De cheiro inconfundível.
E confirme na hora certa,
Que não te quero apenas,
Porque ainda te quero.
(Rômulo Piloni).
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