Palavras permanentes,
Que o vento consegue arrastar,
São como manchas,
Já quase apagadas das lembranças,
Nas tristes metáforas esquecidas,
De um tempo que dói,
Mas que se foi,
E que talvez,
Nunca mais volte.
(E espero,
de todo meu bom pensar,
que nunca mais volte,
pois tua presença marcada,
não é bem-vinda,
e tua ausência,
mais do que merecida).
E eu que pude escolher,
Para assim, se confirmar,
Que esta é minha nova musa,
Tal qual meus sonhos permitiram-me sonhar.
Não me pergunte!
Ser tolo ou insensato,
Na ambição suprema,
É impregnar-se de esperanças,
Na armadilha amorosa.
Portanto, aproxime-se, sem medo.
Leve de mim,
Um pouco de mim mesmo,
O todo que existe do meu amor.
(Rômulo Piloni).
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