Deito-me.
Num travesseiro(-)concreto.
Conto as borboletas.
E adentro o mundo dos cochichos,
Que somente eu posso ouvir.
(Rômulo Piloni).
domingo, junho 17, 2007
sexta-feira, junho 08, 2007
Outra versão
Afrouxando a gravata,
De inúmeros engravatados,
Na tentativa de me dessufocar.
E sair da mira,
Da poesia enlouquecida.
De inúmeros engravatados,
Na tentativa de me dessufocar.
E sair da mira,
Da poesia enlouquecida.
Da qual sou refém,
A minha vida propriamente.
Deixei o Parreira,
E adotei somente o Piloni,
No complexo número,
Dos meus enígmas diários.
Cheguei a me perguntar,
Que tenho haver com o roubo do teu barco ?
Neste naufrágio herdado,
Da companhia de tua vida ?
Espere!
Não recolha teu perfume,
No relicário dos solitários.
Socorra os depravados,
Com o sentimentalismo amoroso,
Do teu perfil traçado.
Aliás, traços e mais traços,
Compõem o meu retrato,
Que um dia quis lhe dar.
Agora, não mais choro,
Gotas pegajosas,
De um choro infernal.
Continuo porém, refém,
Da espontânea-orgulhosa-livre-escolha,
A minha vida propriamente.
A minha vida propriamente.
Deixei o Parreira,
E adotei somente o Piloni,
No complexo número,
Dos meus enígmas diários.
Cheguei a me perguntar,
Que tenho haver com o roubo do teu barco ?
Neste naufrágio herdado,
Da companhia de tua vida ?
Espere!
Não recolha teu perfume,
No relicário dos solitários.
Socorra os depravados,
Com o sentimentalismo amoroso,
Do teu perfil traçado.
Aliás, traços e mais traços,
Compõem o meu retrato,
Que um dia quis lhe dar.
Agora, não mais choro,
Gotas pegajosas,
De um choro infernal.
Continuo porém, refém,
Da espontânea-orgulhosa-livre-escolha,
A minha vida propriamente.
(Rômulo Piloni.)
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