Esta questão é pobre,
Pobre em recursos estilísticos,
Impostos pelo amor.
Desenhe, então,
Um coração flechado,
E assim, tudo há de perseverar.
segunda-feira, novembro 29, 2010
terça-feira, outubro 26, 2010
Brisa
Aquele poema que escrevi,
De frente às ondas da praia,
Que sempre veem me visitar,
Deixei sob a mesa.
Tendo acima, o vaso de flores,
Vazio delas mesmas.
Talvez porque meu inconsciente tenha
[optado,
Talvez porque uma breve brisa marítima,
Tenha importunado teu sossego íntimo.
E se por ventura,
Esta mesma brisa,
Banhasse de esperança,
Meu rosto furtivamente,
E com ela,
Carregasse todo o amor da minha vida,
Para um Reino bem longe.
E este amor transcrito em versos,
Tocasse,
Como a brisa silente de Ipanema,
Teu rosto,
Teu perfeito rosto.
Assim, inesperadamente.
E se deste modo explodisse,
Auto-contido em si mesmo.
Até o dia em que nossos olhares se
[tocassem,
E neste breve momento,
De misterioso encantamento,
Gestado de forma ansiosa,
Por angustiantes noites passadas,
Se perca em uma causa favorável.
Pois o mundo pode não interpretar,
A favor do coração,
Se tudo é tão contrário a si próprio,
O mesmo,
Este mesmo amor.
De frente às ondas da praia,
Que sempre veem me visitar,
Deixei sob a mesa.
Tendo acima, o vaso de flores,
Vazio delas mesmas.
Talvez porque meu inconsciente tenha
[optado,
Talvez porque uma breve brisa marítima,
Tenha importunado teu sossego íntimo.
E se por ventura,
Esta mesma brisa,
Banhasse de esperança,
Meu rosto furtivamente,
E com ela,
Carregasse todo o amor da minha vida,
Para um Reino bem longe.
E este amor transcrito em versos,
Tocasse,
Como a brisa silente de Ipanema,
Teu rosto,
Teu perfeito rosto.
Assim, inesperadamente.
E se deste modo explodisse,
Auto-contido em si mesmo.
Até o dia em que nossos olhares se
[tocassem,
E neste breve momento,
De misterioso encantamento,
Gestado de forma ansiosa,
Por angustiantes noites passadas,
Se perca em uma causa favorável.
Pois o mundo pode não interpretar,
A favor do coração,
Se tudo é tão contrário a si próprio,
O mesmo,
Este mesmo amor.
sexta-feira, outubro 22, 2010
Ironia
O que vejo em teus olhos,
Ofereço nesta canção,
De amor, de um grande amor,
À maneira do meu coração.
E que eu seja o último,
O maluco idiota,
Que observa tua janela,
Da fronte de meus desejos.
Até quando terei que olhar?
Teus segredos de tão longe?
O meu sonho sibilante,
Em nossos breves olhares,
Afirmando que as rosas,
Já completaram teu jardim,
Secreto e obscuro.
E não te quero apenas,
Porque ainda te quero.
O meu tempo se arrasta,
Nas dores noturnas diárias,
Que consumirão as luzes,
De todo o fevereiro,
No Rio de Janeiro,
Que me fez conhecer-te,
De modo alucinado.
E naquela hora marcada,
Preciso falar de amor,
De um grande amor,
Colhido em momento encantado,
À maneira do meu coração.
E o medo, aquele medo,
Arrasta penosamente,
Minhas dores cardíacas,
Na quarta bulha constante,
Do meu amor, meu grande amor,
Colhido no momento encantado,
À maneira do meu coração.
E que eu seja o último,
O maluco idiota,
Que observa tua janela,
Da fronte de meus desejos.
Na ironia discreta,
Balançando um perfume,
De cheiro inconfundível.
E confirme na hora certa,
Que não te quero apenas,
Porque ainda te quero.
(Rômulo Piloni).
Ofereço nesta canção,
De amor, de um grande amor,
À maneira do meu coração.
E que eu seja o último,
O maluco idiota,
Que observa tua janela,
Da fronte de meus desejos.
Até quando terei que olhar?
Teus segredos de tão longe?
O meu sonho sibilante,
Em nossos breves olhares,
Afirmando que as rosas,
Já completaram teu jardim,
Secreto e obscuro.
E não te quero apenas,
Porque ainda te quero.
O meu tempo se arrasta,
Nas dores noturnas diárias,
Que consumirão as luzes,
De todo o fevereiro,
No Rio de Janeiro,
Que me fez conhecer-te,
De modo alucinado.
E naquela hora marcada,
Preciso falar de amor,
De um grande amor,
Colhido em momento encantado,
À maneira do meu coração.
E o medo, aquele medo,
Arrasta penosamente,
Minhas dores cardíacas,
Na quarta bulha constante,
Do meu amor, meu grande amor,
Colhido no momento encantado,
À maneira do meu coração.
E que eu seja o último,
O maluco idiota,
Que observa tua janela,
Da fronte de meus desejos.
Na ironia discreta,
Balançando um perfume,
De cheiro inconfundível.
E confirme na hora certa,
Que não te quero apenas,
Porque ainda te quero.
(Rômulo Piloni).
terça-feira, setembro 28, 2010
Caro Piloni
É através desta,
Que espremo as palavras,
Na razão profunda.
Sou louco.
Sou mágico... romântico.
Sou depravado.
Iluminado pela lua,
A minha carente cara desnuda,
Na farra honesta que me escuta,
Amplia a vontade libertária.
Enquanto o dia começa tarde,
Balanço uma verdade crua,
De minha jovialidade imatura,
Soqueando o novo-ideal.
Mas é atrás d’uns óculos escuros,
Na brevidade do tempo,
Que transito entre o anjo,
E o amante impuro.
Ainda, debruçado em meus versos,
Rabisco letras de uma canção.
Em caminhos de margaridas.
Em carícias da confusão.
O mais simples de tudo,
Sento-me à beira da rua,
Sob a sombra do sol,
Na cor da dor do beijo,
Da calçada Anapolina.
E verso um signo favorável,
Saboreado como finos bombons alados.
Enquanto,
Escorregando em colares imundos,
De amores, desejos e solidão,
Devoro meus medos obscuros,
Nos gracejos sem emoção,
De minha barba renovada.
Saiba, sou cristão-pecado,
De simplicidade arredia e olhar envergonhado.
É na fuga de meus ardentes sorrisos,
Que procuro a existência pura,
Em lisas madeixas padrão.
É na véspera do início,
Que minha boca-poética,
Tentando descrever-se,
Despede-se com carinho,
Meu caro amigo, Piloni.
Que espremo as palavras,
Na razão profunda.
Sou louco.
Sou mágico... romântico.
Sou depravado.
Iluminado pela lua,
A minha carente cara desnuda,
Na farra honesta que me escuta,
Amplia a vontade libertária.
Enquanto o dia começa tarde,
Balanço uma verdade crua,
De minha jovialidade imatura,
Soqueando o novo-ideal.
Mas é atrás d’uns óculos escuros,
Na brevidade do tempo,
Que transito entre o anjo,
E o amante impuro.
Ainda, debruçado em meus versos,
Rabisco letras de uma canção.
Em caminhos de margaridas.
Em carícias da confusão.
O mais simples de tudo,
Sento-me à beira da rua,
Sob a sombra do sol,
Na cor da dor do beijo,
Da calçada Anapolina.
E verso um signo favorável,
Saboreado como finos bombons alados.
Enquanto,
Escorregando em colares imundos,
De amores, desejos e solidão,
Devoro meus medos obscuros,
Nos gracejos sem emoção,
De minha barba renovada.
Saiba, sou cristão-pecado,
De simplicidade arredia e olhar envergonhado.
É na fuga de meus ardentes sorrisos,
Que procuro a existência pura,
Em lisas madeixas padrão.
É na véspera do início,
Que minha boca-poética,
Tentando descrever-se,
Despede-se com carinho,
Meu caro amigo, Piloni.
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