
As roldanas do mundo,
Erguem com precisão.
Na faísca do fósforo,
No mármore gélido.
Aceitando o fim da estrada.
Entretempos, o tempo!
As palavras de carícias,
Comovem seus cabelos.
Nos véus metafísicos,
Compostos, nas palmas da mão.
Observo calendários complexos.
Entretempos, o tempo!
Na dor de arcos íngremes,
Condor da liberdade.
Desprende a mente do passado.
Desatando o nó no infinito.
Explosão dolorosa,
Amargo doce beijo canônico.
Ah!
Contudo, o tempo...
O tempo veloz.
Contudo, o tempo...
O tempo estático.
Era ele, nada mais!
Um cronômetro polido,
Marcador de passos.
Marcador de pensamentos.
De imagem subcolor.
Entretempos, o tempo,
Que nunca entendi.
(Rômulo Piloni).
