quinta-feira, janeiro 29, 2009

Juramento

Detrás de uma lupa clarificante,
Estampado em qualquer face,
As impressões de minha vida.
10 cm de régua,
Marcam o espaço,
De ruas vazias,
De pensamentos medíocres.
Os domadores de elefantes,
Nestas terras ácidas,
De homens ácidos,
E sentimentos indecisos,
Espalham as cartas pessoais.
Ainda tento acreditar,
De forma certa, no amor.
Este organismo profundo,
De sentimentalismo capitalista.
Engraçado,
Repleto de falsos risos.
O Rio de Janeiro continua lindo,
Nos retratos 3x4,
Dos amores miseráveis,
Em melodiosos projetos para a vida.
Não sou poeta.
Não sou ninguém.
Mui menos estimável.
Um dia,
Guardei bonitas palavras,
E decorei o catálogo de bons vinhos,
Para um futuro translúcido.
Para uma mulher,
Que ainda escolherei.
Sob prisma particular,
N’algum tempo,
Continuarei a escrever.
E as palavras que guardei,
Ainda as direi.

(Rômulo Piloni).