quinta-feira, junho 09, 2011

Sabe aquela flor?

Não tentes ser diferente.
De tudo isso,
Ficou um pouco.
Esta invenção,
Que brota absoluta,
O amor que procurava.
Não achei, seja verdade!
Me calo.
E confesso.
E não me reprimo.
No mundo, em geral,
Quem engole, nunca pode dizer.
Então grite, em vozes agudas,
Em vozes românticas.
Ou então sussurre,
Ao pé do ouvido,
Até que antes, não aguente mais.
Então, até que não suporte,
Grite, em vozes esféricas-encarnadas,
Assim como é a cor dos esmaltes que [às vezes tu se pintas.
Este vago vestígio,
Este vago indício,
Diz tudo.
E grite e exploda,
E antes que perca tua essência,
Se aglutina no coração.
E grite suave,
Assim como somente teus ouvidos [possam pronunciar.
Aquelas ondas sonoras,
E tão belas notas musicais,
Do amor,
Do grande amor,
Em tua única e implícita forma,
Sem gritar,
Sem dizer mais nada.
Apenas existindo,
Incontrolável e sorridente,
Por entre as minuciosas dobraduras da [vida.
Antes que se finde,
Confirme: isto é amor.

(Rômulo Piloni).