
Sou lírio róseo,
De farfalhar mágico e preciso.
Sou lírio róseo,
Semeado em seu pensamento.
Sou lírio róseo!
Aquele um dia colhido.
Sou um lírio murcho no seu coração.
(Rômulo Piloni).

(Rômulo Piloni).























Benigna Madre de Cora.
Mãe zelosa de Veiga Vale.
A terra chã das cavalhadas,
Defendida por cristãos e mouros.
Da tribo Goya,
Ao moderno e planejado traçado da capital.
Mistura-misturada de todos os complexos.
Num gosto de liberdade em suas palmeiras.
No infinito pouco comum.
Um incrível divisor de águas límpidas,
Co’as árvores retorcidas,
E os campos descampados.
O Cerrado do Planalto Central,
Com suas formas estranhas,
Aspectos místicos,
Fronteiras invisíveis.
Controladas pela mãe-terra.
Em seus períodos secos e longos.
Nas cachoeiras e cristais e lobos-guará,
Nos buritis e emas e lobeiras.
O excesso de aluminiun,
Pouco importa!
Nas esquecidas terras centrais,
No coração pulsante do país.
Arquitetado esplendorosamente,
No alvorada destas planas terras.
Com o equilíbrio do mestre-rei
Onde o Araguaia e o Jalapão e os Pirineus,
Reinam, majestosamente junto co’a Serra Doirada.
Tentando sobreviver às pioneiras frentes.
De um passado de ouro,
Um presente de agronegócios,
E um futuro incerto.
O Cerrado do Planalto Central,
Terra da Nação Brasileira.
(Rômulo Piloni).