Agora,
Negligentemente,
Meu tom de voz,
Numa oitava mais alto.
Enquanto a mente insiste tagarelar.
Não quero balneários terapêuticos,
Ou chás de ervas curativas.
De que careceria?
Descrevo aqui minhas entranhas,
Pois tenho coragem de ter melancolia.
Deixei, de certo modo,
O mundo entrar!
Já que o planeta gira no espaço deslocando ele próprio.
Talvez, meu mundo.
Mesmo que eu seja uma criança,
Me debatendo em um corpo de adulto.
Quando eu crescer,
E ficar mais grande,
Autocontido, como azeite no pote,
Quero ser como pássaro livre,
Que flerta o suicídio.
Acenando para mim mesmo.
Sendo como uma árvore,
Também seria feliz.
(Rômulo Piloni).






