Sinto as mãos trêmulas
E essa paixão infante
Daquelas que são platônicas
E não se deixam ir adiante
Anos eram vinte
Meses eram doze
Sempre à espera da etapa seguinte
Ou da próxima dose
O jogo de lágrimas
Tantas coisas e um só ser
Escritas tantas páginas
Jogadas sem saber... O porquê...
Eu, filho e funâmbulo
Da vida
Faço e não faço escândalo
Querida
Ai sim
Flores
Pra mim?
Quais cores?
Jasmim?
Os amores
Tem fim?
E tudo acontecia
Era só virar a página
É tarde
Cansado de ler
Sim, mas tens que virar a página
E o prólogo?
Leia
Psicólogo?
Talvez...
Morrer?
Sim, uma só vez
Viver?
Também
Ainda bem
Sim
Tudo tem seu fim
Começo também
Claro!
Ou escuro?
O quê?
O nada...
Claro
E depois?
Pouco importa
(Adriano Donin Neto).
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